quarta-feira, 9 de abril de 2014

A mudança necessária








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Denis Lerrer Rosenfield* - O Estado de S.Paulo

Se o Brasil não se cansa de nos surpreender com más notícias, não é essa a razão de tampouco sublinharmos o que nele acontece de melhor. Durante anos o Incra foi considerado como uma espécie de patinho feio da administração federal por posições ideológicas que o afastavam da realidade. 
Hoje intervém uma mudança necessária, em que o setor agrário do governo passa a pautar-se por questões de ordem técnica. Não é pequena a transformação. Ganha o País e ganhamos todos nós.
O Incra está atualmente assumindo a posição que lhe compete de órgão incumbido da gestão territorial do País. Não há país moderno e desenvolvido que careça de tal política. E isso no contexto de sermos, hoje, um dos maiores produtores de alimentos do mundo, detentores de invejável biodiversidade. Nesse sentido, acordo para levar a cabo tal projeto já foi assinado com a Embrapa Gestão Territorial, visando à qualificação da governança fundiária.

A modernização segue célere o seu curso. Já há 100 milhões de hectares georrefenciados no País, com uma precisão de 50 centímetros. A base de dados é totalmente digital, de modo que as inseguranças jurídica e cartorial características do passado começam a ser, mesmo, coisa do passado. Esse era um grande nó do setor rural.

Imaginem a segurança de uma transação comercial ou do direito de propriedade quando os intervenientes não precisarão mais preocupar-se com a sobreposição de títulos de propriedade - os chamados "andares" de registros, que continuam a existir nas áreas ainda não georreferenciadas. Grilagem, por exemplo, também passará a ser equacionada. Fraudes serão evitadas. O ganho é enorme.
A conquista de autonomia de um produtor rural merece ser igualmente destacada, pois os seus trâmites burocráticos são sensivelmente reduzidos. Agora, com o sistema digital estabelecido, esse produtor faz ele mesmo o seu processo de cadastramento, que é, posteriormente, certificado eletronicamente pelo Incra.

Terminou o balcão das idas e vindas de documentos, com perda inestimável de tempo. Sua resposta é online, com eventuais erros sendo apontados, assim como formas de correção. Havia aqui um calvário administrativo que começa a ser definitivamente superado. Trata-se de uma medida de desburocratização.

Para se ter uma idéia da modernização em curso, em apenas 90 dias de 2014 foram certificados mais de 10 milhões de hectares, o que corresponde a mais que a média anual dos anos anteriores. Doravante tudo será virtual no Cadastro Rural. A declaração de propriedade será totalmente digitalizada, via formulários eletrônicos. O proprietário poderá até fazer a atualização do seu cadastro pela internet. Isso muda completamente a vida do empreendedor rural.

Do ponto de vista do País, ele passará a contar com um poderoso instrumento de controle do território, sendo este um elemento essencial da soberania nacional. Passaremos a saber quem ocupa o território e qual a dimensão das terras ocupadas, bem como sua função produtiva central, sem nenhum viés ideológico. Qualquer país avançado tem esse tipo de sistema nacional de gerenciamento do seu território.

Da mesma maneira, haverá acesso digital a uma base de dados que nos permitirá ver com precisão as áreas de Floresta Amazônica, pastagens, áreas protegidas, culturas anuais, culturas permanentes, cidades, rios, lagos, estradas, florestas plantadas e outras, assim como, mais especificamente, territórios indígenas, quilombolas e áreas de preservação ambiental. Monta-se, portanto, todo um sistema de inteligência territorial estratégica.

A reforma agrária ganha também novo enfoque, mais voltado para a qualificação dos assentamentos. Não se trata apenas de responder à demanda pela demanda, como se desapropriações e compras de terras resolvessem os problemas. Não há mágica. Já são sobremaneira conhecidos os assentamentos que se tornaram favelas rurais, o que chegou a ser reconhecido pela presidente da República.

A abordagem deve ser outra, o que, por si só, representa um enorme avanço. Os assentamentos devem ser qualificados em áreas que garantam a sua sustentabilidade. Assentados deveriam, no imediato, tornar-se agricultores familiares ou pequenos produtores rurais, emancipados, com seus respectivos títulos de propriedade. Cidadãos autônomos no pleno domínio de suas responsabilidades. Não podem ficar indefinidamente tutelados, confinados a uma política de tipo assistencialista.

Para que esse objetivo possa ser alcançado é da máxima necessidade que tais assentamentos sejam providos de condições técnicas, logísticas e creditícias favoráveis, sem o que sua qualificação não poderá ser atingida. Aos assentados da reforma agrária devem ser fornecidas condições para que possam gerar renda por si mesmos, consoante com os mecanismos de uma economia de mercado.

O Brasil precisa ter um olhar de conjunto do seu território. Se há demandas por terras no sul, isso não significa que elas não possam ser atendidas em outras partes do País, onde há terras disponíveis. O diálogo tem de ser estabelecido, sem o qual há o risco de uma mera recaída em disputas ideológicas, que em nada avançam.

A discussão - que frequentemente vem à tona - relativa ao número de assentamentos realizados pelo governo Dilma, como sendo inferior ao do governo anterior, por exemplo, termina desvirtuando a atenção do que é realmente relevante. A saber: não a mera quantidade, mas, sim, a qualificação daquilo que está sendo feito.

Tal política acaba incluindo, para que um novo ponto de partida possa ser estabelecido, a renegociação das dívidas dos assentados, para poderem eles se colocar na posição de novos agricultores. Isso significa renegociar as dívidas de 12 mil famílias. Tornam-se, nesse sentido, novos agentes ativos.

Sem viabilidade econômica não há como os assentamentos vingarem. Uma gestão moderna do território deve, necessariamente, levar esse aspecto fundamental em consideração.


*Denis Lerrer Rosenfield é professor de filosofia na UFRGS.
Denis Lerrer Rosenfield é um escritor, professor universitário de filosofia e articulista dos jornais O Estado de S. Paulo, O Globo e Diário do Comércio. Tem livros e artigos acadêmicos publicados em português, francês e espanhol.
 E-mail: denisrosenfield@terra.com.br. 

terça-feira, 8 de abril de 2014

Blog REFERÊNCIA DA AMAZÔNIA.

Blog  REFERÊNCIA DA AMAZÔNIA.
Blog do Jeso quase 10 anos.


Sem foto de cadáveres ,sem vídeos de sexo e,melhor,que respeita a inteligência dos leitores e leitoras.
http://www.jesocarneiro.com.br/ 

sábado, 5 de abril de 2014

BLOG DO JESO - Novo Progresso: juiz afasta secretário de Saúde

 http://www.jesocarneiro.com.br/
Por Jeso Carneiro em 4/4/2014 às 18:27 · 2 Comentários

O juiz de comarca de Novo Progresso, Iran Sampaio (foto), decretou hoje o afastamento do secretário municipal Silvano Costa, titular da pasta de Saúde do município.
O afastamento é preventivo, segundo o magistrado.
É que Silvano Costa é réu em um processo de improbidade administrativa, ajuizado pelo MP (Ministério Público) do Pará à época que comandava a Secretaria de Ação Social de Novo Progresso.
” [ele] não pode a partir desta data exercer qualquer cargo, emprego ou função nas três esferas de governo para o bom andamento da instrução processual, pois, como dito, a presença do réu na gestão da secretaria que atualmente ocupa, a meu ver, coloca em risco as provas que pretende produzir o MP, bem como tornar tímidas as informações que serão prestadas pelas testemunhas arroladas na inicial”, justificou o juiz.
DIREITOS POLÍTICOS
Na ação, o MP pede à Justiça a condenação do secretário, a perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos, pagamento de multa civil de até cem vezes o valor da remuneração percebida por ele como secretário e proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios ou incentivos fiscais.

Mais detalhes no blog de Dinha Flores.

Leia também:
Novo Progresso: prefeito troca 3 secretários.
http://www.jesocarneiro.com.br/pessoas/novo-progresso-juiz-afasta-secretario-de-saude.html
http://www.jesocarneiro.com.br/
Veja ainda:



sexta-feira, 4 de abril de 2014

Juiz afasta secretário municipal de Novo Progresso.




O secretário afastado esta ao fundo a direita.
 Foto:diaadianovoprogresso.com.br na ultima segunda ,31 de março.
















O Juiz de Novo Progresso Dr. Iran Ferreira Sampaio  decretou o afastamento do Senhor SILVANO CARVALHO DA COSTA de todas as suas funções públicas, “não pode  a partir desta data exercer qualquer cargo , emprego ou função nas três esferas de governo para o bom andamento da instrução processual, pois  , como dito, a presença do réu na gestão da secretaria  que atualmente ocupa, a meu ver, coloca em risco as provas que pretende produzir o MP, com como tornar tímidas as informações que serão prestadas pelas testemunhas arroladas na inicial” (despacho do Juiz).

O Juiz determinou o afastamento do secretário de Saúde Silvano Carvalho da Costa  de Novo Progresso , sob a acusação do MP (Ministério Público) de ter cometido improbidade administrativa na época que respondia pela  secretaria de Ação Social do município.A Secretaria de ação Social é ocupada hoje pela filha do prefeito  Senhora Grasiele Romanholi.

Neste imbróglio  político,criminal e social a atual secretária de educação Senhora Claudia Kummer é esposa do secretário de saúde afastado pelo judiciário.


O prefeito esta sendo investigado,pelos vereadores por improbidade administrativa e por enquanto permanece no cargo.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Engenheiros florestais são autuados por facilitar desmatamento em Mato Grosso

Engenheiros são autuados por facilitar desmatamento em Mato Grosso

Cuiabá (01/04/2014) – Após analisar imagens de satélite, o Ibama constatou desmatamento em áreas no norte do Mato Grosso. Os agentes identificaram desmate em áreas de florestas nativas nos municípios de Gaúcha do Norte (183 hectares) e Sinop (60 hectares) e os proprietários, que tiveram os tratores apreendidos, foram autuados pelos desmatamentos em R$ 5 mil por hectare.

Nas duas áreas, houve apresentação de laudo de responsável técnico (engenheiro florestal), que informou ao órgão ambiental estadual que seria realizada a roçada, retirada de plantas oportunistas e invasoras e que as áreas já haviam sido desmatadas em anos anteriores, quando, na verdade, houve desmatamento de área nativa. Tais áreas faziam parte da reserva legal das propriedades e passaram por extração de madeira seguida de queima para aumentar a área aberta para cultivo de grãos.

Os laudos apresentados pelos engenheiros não seguiram critérios técnicos adequados, listando uma série de informações incongruentes que resultaram no desmate de área de floresta que deveria ser mantida como reserva legal das propriedades.

Foi identificado também que as informações existentes no Cadastro Ambiental Rural (CAR) não correspondiam à realidade dos imóveis, indicando que já havia a intenção de desmatar as áreas.Os engenheiros responsáveis receberam multa de R$ 60 mil por prestar informação enganosa, como previsto no artigo 82 do Decreto federal 6.514/2008.
O Ibama encaminhará a informação das autuações ao Conselho Regional de Engenharia para providências cabíveis quanto à atuação dos profissionais.
Ascom/Ibama


NENHUMA MUDANÇA VEM DO SILÉNCIO




sexta-feira, 28 de março de 2014

Frase do dia

Frase do dia


Eliane Brum, periodista

“… acho lamentável que esse governo tenha levado adiante a visão da ditadura sobre a Amazônia e sobre os povos da floresta. É o mesmo olhar, da Amazônia como um corpo para a exploração, território para fazer grandes obras e acomodar grandes interesses”


Eliane Brum, escritora, repórter, documentarista brasileira, sobre o governo Dilma Rousseff. Em entrevista ao jornal espanhol El País.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Procurador da República Daniel César Azeredo Avelino participou da Cúpula Mundial de Florestas




MPF na Cúpula Mundial de Florestas


O Ministério Público Federal no Pará (MPF/PA), por meio do procurador da República Daniel César Azeredo Avelino, participou da Cúpula Mundial de Florestas. O evento, promovido pela revista inglesa The Economist, reuniu alguns dos maiores especialistas do mundo para discutir os principais temas que impactam as florestas.

Azeredo palestrou sobre o programa Municípios Verdes, lançado em 2011 por uma parceria entre o governo do Pará e o MPF. Apoiado por municípios, produtores rurais, organizações de pesquisa e de promoção da sustentabilidade, o programa agrega um pacote de incentivos aos proprietários rurais e aos municípios que se comprometerem a atuar pela regularização fundiária e ambiental no campo. O trabalho foi fundamental para a inclusão de mais de 100 mil propriedades rurais no cadastro ambiental e para a queda de 40% nos índices de desmatamento no Estado.

A Cúpula Mundial de Florestas foi realizada no dia 20 de março, em Estocolmo, na Suécia.

Para mais informações sobre a Cúpula Mundial de Florestas, acesse: http://zip.net/bvmTZg





sexta-feira, 21 de março de 2014

Por Jeso Carneiro-Prefeito afastado pela Câmara continua no cargo.


Por Jeso Carneiro


Prefeito afastado pela Câmara continua no cargo
Por Jeso Carneiro em 21/3/2014 às 11:49 · 3 Comentários
Veja mais em:(clique no link abaixo)

  

  


Osvaldo Romanholi Afastado do cargo no início da semana (terça-feira) por 180 dias pela Câmara de Vereadores, o prefeito de Novo Progresso, Osvaldo Romanholi (PR – foto), continua no comando do município.
É que até agora não saiu o decreto legislativo oficializando a decisão.
O presidente da Casa é o vereador Ubiraci Soares (PT).
Romanholi foi afastado para que uma denúncia de improbidade administrativa contra ele seja apurada. O prefeito teria contratado a empresa Novanet, provedora de internet pertencente à secretária municipal Grazieli Romanholi (Ação Social).

Grazieli é sangue do meu sangue (filha) do prefeito.

A Câmara deve tornar pública a sua decisão.

A competência para tomar as providências que entender serem cabíveis é da Câmara Municipal. O que é certo é que já foi votado e decidido pelo afastamento. Se forem afastar ou não o que sei é que devem ser expostos seus motivos e a sociedade merece ser informada.  A Câmara deve tornar pública a sua decisão.

Lei Orgânica do Município de Novo Progresso Art 57
Art, 57 – Admitida acusação contra o Prefeito por dois terços da Câmara Municipal, mediante votação secreta, será ele submetido a julgamento perante o Tribunal de Justiça do Estado, nas infrações penais comuns, ou perante a própria a Câmara nos crimes de responsabilidade.
§ 1º - O Prefeito ficará suspenso de suas funções:
I – nas infrações penais comuns, se recebida à denuncia ou queixa-crime elo Tribunal de Justiça do Estado;
II – nos crimes de responsabilidade, após a instalação de processo pela Câmara Municipal;
§ 2º - Se, decorrido o prazo de cento e oitenta dias, o julgamento não estiver concluído, cessará o afastamento do Prefeito, sem prejuízo do regular prosseguimento do processo.

§ 3º - Enquanto não sobrevier sentença condenatória, nas infrações comuns, o Prefeito não estará sujeito à prisão.