sexta-feira, 9 de maio de 2014

O que esperar? TUDO MUDA




















É imprescindível que governo Municipal tenha condições objetivas e vontade política para fazer as obras e reformas tão necessárias. 

O prefeito, ao longo de seu governo, não tomou a iniciativa de promover nenhuma reforma. É um governo inepto. É um governo com o freio de mão puxado. Na economia assistimos pasmos as carretas passarem  na Br163 o para o Município nada sobra. Os investimentos em infra-estruturar são mal feitos e sem nenhuma transparência nos gastos. 

As contas públicas estão deterioradas. A credibilidade do poder publico esvaiu-se completamente. A prefeito adota uma  fórmula fracassada em todo o mundo civilizado. Por fim, a deterioração do tecido social acelera-se com a violência urbana, com o avanço do tráfico, com a péssima educação, a falta de condições de saneamento, com as dificuldades de deslocamento urbano e  na zona rural, nas vicinais.  Deste governo não se pode esperar por mudanças, apenas mais do mesmo e aprofundamento dos problemas, sem falar no caráter totalitário cada vez mais indisfarçado.



O que esperar? 

Precisamos avançar. Precisamos ter coragem para mudar o rumo das coisas. Mudança real e para melhor. 




terça-feira, 6 de maio de 2014

Governo Federal regulamenta o Código Florestal

Governo Federal regulamenta o Código Florestal


Hoje (terça, 6 de maio) o Ministério do Meio Ambiente publicou a Instrução Normativa (IN) n. 2 de 2014, estabelecendo os detalhes do Cadastro Ambiental Rural (CAR). A partir de hoje, todos os proprietários e produtores rurais terão o prazo de um ano para se inscrever no CAR e iniciar o processo de regularização ambiental de seus imóveis.


Diário Oficial da União - Seção 1 - Edição nr 84 de 06/05/2014 Pag. 59

... GABINETE DA MINISTRA INSTRUÇÃO NORMATIVA No - 2, DE 5 DE MAIO DE 2014 Dispõe sobre os procedimentos para a integração, execução e compatibilização do Sistema de Cadastro Ambiental Rural-SICAR e define os procedimentos gerais do Cadastro ...



GABINETE DA MINISTRA
INSTRUÇÃO NORMATIVA No- 2, DE 5 DE MAIO DE 2014
Dispõe sobre os procedimentos para a integração, execução e compatibilização do Sistema de Cadastro Ambiental Rural-SICAR e define os procedimentos gerais do Cadastro Ambiental Rural-CAR.
A MINISTRA DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE, no uso da atribuição que lhe confere o art. 87, parágrafo único, inciso II, da Constituição, de 5 de outubro de 1988, e nos termos das Leis nos 6.938, de 31 de agosto de 1981 e 12.651, de 25 de maio de 2012, e do Decreto no 7.830, de 17 de outubro de 2012, e Considerando que os Ministros de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e do Desenvolvimento Agrário foram devidamente ouvidos, conforme disposto no art. 21 do Decreto no 7.830, de 17 de outubro de 2012, resolve:
Capítulo I
DOS PRINCÍPIOS E DEFINIÇÕES
Art. 1o Estabelecer procedimentos a serem adotados para a inscrição, registro, análise e demonstração das informações ambientais sobre os imóveis rurais no Cadastro Ambiental Rural-CAR, bem como para a disponibilização e integração dos dados no Sistema de Cadastro Ambiental Rural SICAR
......................................................................................................................................................................
CAPÍTULO VI
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 63. As informações dos imóveis rurais inscritos no Programa Mais Ambiente até 18 de outubro de 2012 poderão ser migradas para o CAR.
§ 1o As inscrições que migrarem serão encaminhadas par análise nos órgãos competentes que poderão solicitar complementação ou retificação dos dados dos imóveis, para fins de efetivação de inscrição.
§ 2o Caberá aos entes federativos estabelecer os prazos para complementação ou retificação dos dados ou informações.
Art. 64. Em atenção ao disposto no § 3o do art. 29, da Lei no 12.651, de 2012, e no art. 21, do Decreto no 7.830, de 2012, o CAR considera-se implantado na data de publicação desta Instrução Normativa.
Art. 65. Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.

IZABELLA TEIXEIRA



Sistema nacional de cadastro rural:http://www.car.gov.br/ 

Edição extra do Diário Oficial publica decreto que regulariza o Cadastro Ambiental Rural

Esperado para esta segunda-feira o decreto do Cadastro Ambiental Rural (CAR), mecanismo previsto no Código Florestal que estava sem regulamentação desde 2012, saiu em edição especial do Diário Oficial da União (DOU) de hoje (5). O decreto estabelece as normas do Programa de Regularização Ambiental dos Estados e do Distrito Federal.

Com a publicação os donos de imóveis rurais terão um ano para regularizarem suas propriedades, informando as áreas agrícolas e as áreas de conservações, além das áreas em recuperação, caso estejam irregulares.  Caso não haja passivos ambientais o proprietário poderá se inscrever automaticamente no Programa de Regularização Ambiental do seu Estado.

Segundo o texto a regularização das Áreas de Preservação Permanente, de ReEdição extra do Diário Oficial publica decreto que regulariza o Cadastro Ambiental Ruralserva Legal, e de uso restrito poderá ser realizada mediante recuperação, recomposição ou compensação.

De: http://amazonia.org.br/2014/05/edicao-extra-do-diario-oficial-publica-decreto-que-regulariza-o-cadastro-ambiental-rural/#comments

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Cadastro Nacional de Imóveis Rurais (CNIR).

Incra e Receita promovem capacitação em cadastro imobiliário
O Incra e a Receita Federal do Brasil promovem, a partir da tarde desta segunda-feira (5), uma oficina para capacitação de servidores em Cadastro Imobiliário Rural. Quarenta servidores do Incra e da Receita participarão do curso, que se estende até a próxima sexta-feira.

A lei 10.267, de 2001, definiu como competência do Incra e da Receita Federal o cadastro de imóveis rurais no Brasil. De 2011 para cá as duas instituições trabalham para unificar seus bancos de informações por meio de um novo sistema, o Cadastro Nacional de Imóveis Rurais (CNIR).

O sistema, previsto para entrar em funcionamento em 2015, permitirá o compartilhamento de informações pelas duas bases de dados.


O Coordenador-Geral de Cadastro Rural do Incra, Evandro Carlos Miranda Cardoso, destaca que o curso tem o objetivo de formar servidores em cadastro de imóveis rurais nas duas instituições. "O triênio 2014, 2015, 2016 será fundamental para a materialização do CNIR e queremos que todos os servidores que atuam nesta área estejam preparados para esta nova realidade", disse.

ABERTURA
Visão de Estado Brasileiro
INSTRUTORES
Richard Martins Torsiano - Diretor de Ordenamento da Estrutura Fundiária – INCRA


Carlos Roberto Ocasso – Subsecretário de Arrecadação e Atendimento - RFB

Em Sorriso(MT) maior frigorífico de peixes nativos do Brasil

Em Sorriso,Mato grosso passa a ter o maior frigorífico de peixes nativos do Brasil.


Capacidade para beneficiar 40 toneladas de peixes a cada turno de oito horas.

Com a abertura da maior planta frigorífica de peixes nativos do Brasil, no distrito de Primavera do Norte, município de Sorriso, Mato Grosso se prepara para liderar a produção de pescado no Brasil. “A previsão é que em três anos o estado produza cerca de 700 mil toneladas de pescado ao ano o que irá representar 70% da produção nacional”, afirmou o ministro da Pesca e Aquicultura, Eduardo Lopes, durante a inauguração do frigorífico ‘Delicious Fish’. O governador Silval Barbosa e o ministro da agricultura Neri Geller também participaram da solenidade, realizada nesta terça-feira (29.04).

O sucesso na criação de peixe na região se deve a geografia de Mato Grosso, que oferece muita água e ainda farta matéria-prima para a produção de ração, responsável por 70% dos custos de produção na piscicultura. Com todas essas possibilidades, Sorriso deve se tornar o epicentro da produção de peixes nativos.

Conforme dados do Ministério da Pesca e Aquicultura, Mato Grosso possui cerca de dois mil piscicultores registrados. Esse número vem aumentando rapidamente com as facilidades oferecidas para a expansão da produção, como a simplificação na área ambiental, o apoio das Prefeituras e o crédito mais barato, por meio do Plano Safra da Pesca e Aquicultura. Segundo Silval Barbosa, os piscicultores de pequeno porte foram dispensados de licenciamento ambiental. Eles precisam, entretanto, se inscrever no cadastro de exploração e criação de peixe do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea), conforme a lei estadual nº 9.933, de 07 de junho de 2013.

A empresa pretende fazer de Sorriso o maior produtor de peixes nativos do mundo, merecendo o mesmo destaque hoje obtido com a produção de soja, uma das principais commodities agrícolas do País. A proposta é produzir peixes amazônicos, como cachara, pintado, tambaqui e pirarucu

(Com Secom)

domingo, 4 de maio de 2014

Uma grande árvore

O restaurante está instalado numa sequoia na Nova Zelândia.





















Um pequeno restaurante, numa grande árvore é um enorme pedido de desculpa

 De: http://catracalivre.com.br/geral/arquitetura/indicacao/um-pequeno-restaurante-numa-grande-arvore-e-um-enorme-pedido-de-desculpa/

Por Anna Dietzsch do Arquitetura da Convivência

Na Nova Zelândia, pendurado numa sequoia de 40 metros de altura, há um pequeno restaurante de 18 lugares feito de madeira reflorestada e laminada. A madeira laminada é um método construtivo bem menos poluidor do que o concreto ou o metal e o projeto deve ser aplaudido por sua audácia e qualidade.

O restaurante está instalado numa sequoia na Nova Zelândia.


No entanto, o restaurante é uma iniciativa das Páginas Amarelas em sua campanha publicitária para promover a autoimagem. Se pensarmos que somente nos Estados Unidos a impressão das listas telefônicas consomem 9 milhões de árvores, 800 milhões de quilos de papel e 7,2 milhões de barris de óleo por ano, começaremos a entender que a preocupação ambiental precisaria ir mais a fundo do que uma simples campanha publicitária para ser efetivamente verdadeira.

sábado, 3 de maio de 2014

Cadastro Ambiental Rural, o CAR.Diário Oficial da União publicará o decreto.






















Na próxima  segunda-feira o Diário Oficial da União publicará um decreto do Ministério do Meio Ambiente formalizando a entrada em vigor do Cadastro Ambiental Rural, o CAR, ferramenta de dados para controle de desmatamentos com base em informações das propriedades rurais. O CAR foi criado com o Código Florestal. Ele é um dos requisitos para a obtenção de financiamento público.



Cadastro Ambiental Rural (CAR) é o registro eletrônico de informações georreferenciadas do imóvel rural, com destaque para a situação das Áreas de Proteção Permanentes (APPs), da Reserva Legal (RLs) e das áreas de uso , surgiu como instrumento de monitoramento e controle no contexto da política de redução do desmatamento na Amazônia brasileira, tema que é objeto da atenção nacional e internacional.

 A SEMA/PA estima entre 220 mil e 300 mil imóveis rurais no estado. No SIMLAM paraense, já estão inseridos 106.600 registros, sendo que apenas 2.750 estão validados.

Vinhos adulterados com antibióticos

Vinhos adulterados com antibióticos


Treze vinícolas são investigadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento por adulterar vinhos com antibióticos no Rio Grande do Sul.

O fungicida natamicina era usado como conservante, o que é ilegal. Segundo José Fernando Werland, chefe do Serviço de Inspeção de Alimentos de Origem Vegetal do ministério no estado, a substância é autorizada para uso em capas de queijos e salames.

A adulteração foi detectada por testes realizados por laboratórios do Ministério da Agricultura em 2013.

De 54 empresas testadas, foram detectadas alterações em vinhos da Gilioli, Casa Motter, Indústria e Comércio de Bebidas Del Colono, São Luiz, Vinhos Bampi, VT Vinhos, Cooperativa Vitivinicola, Vinícola Victor Emanuel, Santini, Capelleti, Adega Silvestri. I.A Sandi e Indústria de Comércio de Bebidas CMS. No total, existem 680 indústrias de vinho no Rio Grande do Sul.


A presença do antibiótico foi constatada em lotes de vinhos de mesa suaves. Procurada, a Associação Gaúcha de Vinicultores (Agavi) informou que condena a ação das empresas. O diretor da entidade, Darci Dani, disse que é do interesse do setor identificar os envolvidos e as falhas no processo de produção.

Da Agência Brasil

O IBAMA DE SANTARÉM PERMANECE LACRADO.

O IBAMA DE SANTARÉM PERMANECE LACRADO.

Favorecimento a empresas madeireiras, fraudes, corrupção e desaparecimento de processos. Isso tudo está sob a apuração da Polícia Federal (PF).

A gerência do órgão no município está sendo ocupada interinamente por Silvana Cardins, que se deslocou de Belém, O chefe da delegacia da Polícia Federal no município, Olavo Athayde Pimentel, informou que a operação foi deflagrada com a ajuda da direção do próprio Ibama local para que não houvesse nenhum problema no cumprimento da ordem judicial.

desaparecimento de vários documentos de autuações principalmente de madeireiras e processos embargos de áreas desmatadas irregularmente estão  entre os documentos que sumiram da sede do órgão , vários processos de Auto de Infração Ambiental (AIA). Quando os agentes da PF entraram na sede, todas as salas foram vasculhadas em busca dos papéis
Computadores, documentos impressos, entre outros materiais, foram analisados e apreendidos pela PF, assim como servidores e suas residências  foram vistoriados pelos agentes.


O superintendente do Ibama no Pará, Hugo Américo Rubert Schaedler, reforçou que a operação ocorreu de forma conjunta do Ibama com a Polícia Federal, onde a corregedoria do órgão levantou diversos processos e procedimentos que estavam equivocados e que precisam ser apurados. “A Polícia Federal fez a parte dela na questão judicial. São processos que a gente não pode falar sobre nenhum tipo de dado porque corre em segredo de justiça”.

Governo cobiça energia de florestas protegidas incluindo a Flona do Jamanxin












































Governo cobiça energia de florestas protegidas
O governo vai avançar nas florestas protegidas da Amazônia para fazer estudos detalhados de viabilidade técnica e ambiental de novas usinas hidrelétricas. Hoje, a entrada nessas unidades de conservação, mesmo que seja apenas para fazer estudos técnicos, é proibida por lei. Esse caminho, no entanto, está prestes a ser aberto, por meio de uma portaria publicada sem alarde pelo governo, em fevereiro.

“Estudar não significa construir, mas apenas analisar os benefícios, custos e impactos, para depois tomar uma decisão com base em informações mais profundas”, disse o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Mauricio Tolmasquim, ao ser questionado sobre o assunto. “Nosso pleito maior é poder estudar. Queremos ter elementos para tomar uma decisão final, que será dos próprios órgãos ambientais. Se você nem pode estudar algo, não pode saber os seus impactos.”

O atalho encontrado pelo governo para acessar as florestas protegidas passa pela portaria 55 (2014) do Ministério do Meio Ambiente, que estabeleceu procedimentos de atuação entre o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pelas florestas demarcadas. A portaria, segundo Tolmasquim, não diz taxativamente que o governo pode entrar nas áreas reservadas e fazer seus estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental (Evtea) ou relatórios de impacto ambiental (Rima), mas abre espaço para essa interpretação. “Ela pode ajudar a agilizar a realização dos estudos. Vamos discutir isso nos próximos dias com o Ibama. O objetivo é fazer os estudos sem ter que desafetar (diminuir) as áreas. Para concluir se uma usina é viável ou não, temos que estudar”, disse.

A ambição do governo em acelerar a construção de novas hidrelétricas na região Norte do país não se explica apenas pela importância dos rios amazônicos – que ainda são donos de 60% do potencial energético do país -, mas também pela complexidade que envolve esses projetos.

A partir do inventário hidrelétrico disponibilizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Valor fez um ranking dos 20 maiores projetos de hidrelétricas previstas para o país. Ao confrontar esses 20 megaprojetos com a lista de empreendimentos que fazem parte do plano decenal da EPE – relatório do governo que relaciona os projetos que deverão entrar em operação até 2022 – conclui-se que 12 deles sequer fazem parte do planejamento, ou seja, não têm data para sair do papel. Trata-se de uma geração de 10.305 megawatts (MW) que, hoje, está absolutamente fora de cogitação.



Os demais oito projetos, que totalizam 15.631 MW, estão no rol de prioridades da EPE, mas o próprio governo admite que alguns desses empreendimentos podem sair do próximo plano decenal de energia – que é atualizado anualmente -, por conta da complexidade socioambiental em que estão envolvidos. É o caso, por exemplo, da hidrelétrica de São Simão Alto, usina prevista para o rio Juruena, na divisa do Amazonas com o Mato Grosso, com potência de 3.509 MW, mesmo porte de hidrelétricas como Jirau e Santo Antônio, que estão em construção no rio Madeira.

Da mesma forma, a EPE já não demonstra muito entusiasmo com a usina Salto Augusto Baixo, de 1.461 MW, também prevista para o Juruena. “São projetos de grande complexidade ambiental, por isso devem sair do plano no ano que vem”, disse Tolmasquim.

As 12 barragens que hoje estão fora da planilha de EPE possuem uma característica em comum: todas afetam unidades de conservação ou terras indígenas. Em alguns casos – como acontece no projeto de Chacorão, de 3.336 MW, e Inferninho, com 361 MW de potência -, há impacto tanto em florestas protegidas quanto em aldeias.

Apesar de o governo argumentar que pretende ter acesso às florestas apenas para realizar estudos técnicos, o fato é que, caso um empreendimento venha a passar pelo crivo do Ibama, não resta outra alternativa, senão recortar a unidade de conservação impactada para que seja construída a usina. Esse expediente foi usado 2012, quando o governo diminuiu milhares de hectares do Parque Nacional da Amazônia e demais unidades de conservação na região do Pará para abrir espaço paras elaboração de estudos das usinas de São Luis do Tapajós e Jatobá, ambas previstas para serem erguidas no rio Tapajós, no Pará.

A redução das unidades de conservação, à época criticada pelos próprios técnicos do ICMBio que atuavam no Pará, foi o que permitiu à EPE contratar empresas para realizar os estudos de viabilidade técnica e ambiental (Evtea e Eia-Rima) das hidrelétricas. Esses relatórios serão entregues nos próximos dias ao Ibama, que decidirá por conceder ou não a licença prévia ambiental dos empreendimentos.

Pelas regras do setor elétrico, hidrelétricas só podem ser leiloadas pelo governo se possuírem essa licença prévia. Apesar do prazo apertado, Tolmasquim disse que o governo ainda trabalha com a possibilidade de ver São Luis e Jatobá em um leilão de energia até o fim deste ano.

“É preciso esclarecer que não temos a pretensão de aproveitar todo o potencial do inventário hidrelétrico da Aneel. Sabemos que parte dele não poderá ser aproveitada, mas para isso é necessário que possamos fazer os estudos”, disse o presidente da EPE.

A entrada em unidades de conservação não resolve todos os problemas do governo. Pelas regras atuais, o governo também não pode estudar empreendimentos que tenham impacto direto em terras indígenas, ou seja, em casos onde haja supressão de território indígena.

Projetos de lei no Congresso prometem driblar essa etapa, mas enfrentam dificuldades para avançar. Os dados da EPE apontam que o Brasil é dono do terceiro maior potencial hidrelétrico do planeta. O país detém 10% de todo o recurso hídrico mundial, só atrás da China (13%) e da Rússia (12%).

Por: André Borges

Fonte: Valor Econômico