sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

A partir de 2014, o CAR – Cadastro Ambiental Rural passará a ser obrigatório.

A partir de 2014, o CAR – Cadastro Ambiental Rural passará a ser obrigatório às mais de 5,2 milhões de propriedades rurais brasileiras. Prevista pelo novo Código Florestal, a ferramenta auxilia o controle, monitoramento e combate ao desmatamento.

A partir da assinatura da Instrução Normativa – que oficializará o CAR como condição para que os proprietários estejam de acordo com a legislação ambiental – pela ministra Izabella Teixeira, passará a valer o prazo de dois anos para que proprietários e posseiros regularizem as terras via internet.

Por meio do site do CAR, agricultores poderão informar as condições das propriedades, especialmente o quanto têm de Reserva Legal e APP – Área de Proteção Permanente. Baseado em imagens de satélite, o sistema realiza automaticamente o georreferenciamento da propriedade.

Quem estiver com tudo regularizado não precisa tomar nenhuma medida. Caso contrário, o agricultor deverá recompor a floresta em até cinco anos, por meio do PRA – Programa de Regularização Ambiental. Ao aderir ao programa, o produtor fica habilitado a receber crédito rural.

O proprietário que não fizer o cadastro obrigatório não terá acesso a crédito rural e será considerado omisso.

Por: Marina Maciel

Fonte: Planeta Sustentável

Assim são as coisas na Amazônia.


Confusão na selva


Em 1967, o milionário americano Daniel Ludwig começou a formar um autêntico império no meio da selva amazônica. Passados mais de 45 anos, o Projeto Jari continua a ser um dos grandes desafios ao Pará e sua experiência provoca interesse internacional, por estar executando um manejo florestal considerado o maior do mundo.

Ludwig era um dos homens mais ricos do mundo quando, aos 70 anos, assumiu o controle de uma empresa extrativista de comerciantes portugueses estabelecidos em Belém, que, por sua vez, incorporou o patrimônio de um famoso coronel (de barranco) José Júlio de Andrade, em 1948.

Dezenas de diferentes títulos de terras que vieram na transação deram a Ludwig a convicção de se ter tornado o dono do maior latifúndio do planeta, com 3,6 milhões de hectares localizados no vale do rio Jari, entre o Pará e o Amapá, próximo à foz do rio Amazonas.

Ludwig precisava desse território para realizar seus dois maiores projetos: suprir o mundo faminto de fibra e de grão, produzindo celulose (numa fábrica trazida do Japão pelo mar) e arroz (empreitada que se frustrou). Mas quando a complexidade ou precariedade dos documentos de terras do Pará se foi revelando, os assessores do milionário chegaram à conclusão de que o império era menor. Talvez tivesse “apenas” 1,6 milhão de hectares, ainda no topo das maiores propriedades rurais do planeta. Mas essas dimensões eram precárias.

Em 1976, a empresa entregou ao Instituto de Terras do Pará 36 das suas dezenas de títulos. Esses papéis permitiam transformar posse em propriedade definitiva, se confirmados pelo governo. Um parecer do Iterpa concluiu que talvez a Jari tivesse direito a uns 300 mil hectares, não mais do que isso.

Quando o processo estava sendo encaminhado, o Gebam (Grupo Executivo de Terras do Baixo Amazonas), vinculado ao então todo poderoso Conselho de Segurança Nacional, em pleno regime militar, avocou o assunto. Só depois de 15 anos, por insistência do Iterpa, finalmente, foi devolvido o processo, no qual não havia sido dado um único despacho. Simplesmente hibernara em algum arquivo.

Passados quase 40 anos do início do procedimento, ainda não é possível determinar com clareza o quanto é terra realmente de domínio da empresa. Recentemente ela tentou chegar a 950 mil hectares através de uma inusitada manobra num cartório do interior, sem sucesso. A operação tentada era ilegal.

Agora é o poder público que busca ajustar o plano da realidade ao formato legal. De um lado os órgãos do executivo e o Ministério Público, atrás de uma solução nessa trama de décadas, ou mesmo séculos. De outro lado, pela primeira vez com voz ativa. representantes de 153 comunidades, com mais de duas mil pessoas, estabelecidas na área. A história deixou de ser um monólogo da empresa, coadjuvada pelo governo federal, que na maior parte do tempo a apoiou incondicionalmente.

Este processo foi interrompido por uma recomendação de uma promotora de justiça para a suspensão de todas as atividades da empresa. com o congelamento da vida produtiva e econômica nessa região. Mas o governo acabou não acatando a recomendação. A situação é mais complexa.

No Jari agora atuam duas empresas do grupo Orsa, de São Paulo. Uma continua com a celulose, mas parou sua atividade para mudar o produto: ao invés de ser insumo para a indústria de papel e papelão, vai atender o mercado de tecidos. Outra empresa se dedica apenas à madeira para a venda direta aos mercados nacional e internacional.

A Jari atua numa área de 965 mil hectares, sendo 545 mil hectares (80%) de reserva florestal, sobrando 120 mil hectares de floresta de eucalipto plantado em substituição à mata nativa, que sofreu corte raso, com desmatamento total. Em 2009 começou o plano de manejo de floresta nativa, considerado o maior de todos, visando a produção de madeira comercial com a manutenção da floresta. De 2009 até junho deste ano, a Orsa teve autorização legal para extrair 1,2 milhão de metros cúbicos de madeira, no valor de 146 milhões de reais.

A Jari é o principal ator do enredo. Mas agora há outros, que querem apenas extrair madeira. É atividade tão intensa que o grande rio Paru chegou a ficar obstruído para a navegação por causa da quantidade de jangadas de madeiras de uma só vez no seu leito.

É quase impossível que a recomendação do Ministério Público alcance esses agentes. Eles continuam praticamente imunes à repressão oficial, que mal consegue dar conta dos compromissos assumidos com a Jari e os antigos moradores. O próprio MP reconhece que há “um número significativo de madeireiras ilegais na região”. Nunca, porém, o governo dispôs de tantas informações e providências para chegar a uma solução justa para essa história.

A correção de rumos não é simples. O governo federal concedeu tantos favores à Jari que o Banco do Brasil e o BNDES lhe fizeram empréstimos de 500 milhões de dólares (valor não corrigido) aceitando dupla hipoteca de terras tidas como de propriedade e contínuas, quando não havia de fato essa garantia. O banco já aprovou um novo empréstimo para a empresa, sem que a situação fundiária esteja esclarecida e os planos de manejo confrontados com a realidade, na verificação de estarem realmente merecendo o selo verde internacional que ostentam.

Assim são as coisas na Amazônia.


SOBRE LÚCIO FLÁVIO

Lúcio Flávio Pinto, 64, é jornalista desde 1966. Editor do "Jornal Pessoal", publicação quinzenal que circula em Belém do Pará desde 1987.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

A mentira tem uma perna tão curta......


A mentira tem uma perna tão curta......
Parece o nosso político madeireiro e as suas deambulações criativas. Basta tema para espetar uma bela treta. 

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

O município de Uruará assinou o termo de cooperação com o Programa Municípios Verdes (PMV),




















O município de Uruará, no sudoeste do Estado, assinou nesta quarta-feira, 18, o pacto de combate e controle do desmatamento e regularização ambiental e também o termo de cooperação com o Programa Municípios Verdes (PMV), consolidando assim a agenda de sustentabilidade no município. O prefeito Everton Moreira assinou, ainda, o decreto que cria um grupo municipal de combate ao desmatamento, uma das metas estabelecidas pelo PMV e que reforça ainda mais o protagonismo municipal contra o desflorestamento.

Para o secretário Justiniano Netto, coordenador do Programa Municípios Verdes, o compromisso firmado pelo município é a essência da política estabelecida pelo Governo do Estado. “O município é o grande protagonista na questão da sustentabilidade e no combate ao desmatamento", avaliou. "Essa é a essência do programa: alcançar a sustentabilidade a partir do fortalecimento do município”. Ainda segundo Netto, o PMV tem como meta combater um dos principais entraves ao desenvolvimento dos municípios: a regularidade ambiental. “Qualquer atividade econômica que não tenha regularidade ambiental está fadada ao não desenvolvimento. Por isso o programa busca a aproximação com o município, para que ele seja um elemento de gestão ambiental”, comentou.

Uruará, que tem sua economia pautada na pecuária e na exploração madeireira, precisa avançar, a partir do pacto e do termo de adesão assinados, nas outras metas estabelecidas pelo programa estadual, entre elas possuir desmatamento inferior a 40 quilômetros quadrados. Segundo o Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia (Prodes) 2013, o município desmatou, entre agosto de 2012 e julho de 2013, 47 quilômetros quadrados, acima da meta estabelecida pelo PMV, mas abaixo do Prodes 2012, que apontou desmatamento de 53 quilômetros quadrados. Além disso, o município precisa alavancar o cadastramento de suas áreas, saltando dos atuais 63,7% para 80% no Cadastro Ambiental Rural (CAR).

O município deve avançar também na estruturação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente para, assim, realizar as verificações em campo dos focos de desmatamento. Neste sentido, o termo de compromisso com o PMV prevê alguns benefícios. Um deles é o repasse, em 2014, de aproximadamente R$ 400 mil reais provenientes do ICMS Verde e que, segundo prevê a lei, devem ser destinados em parte para a consolidação das ações da secretaria. O acordo prevê, ainda, um convênio com a Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Finanças (Sepof) no valor de R$ 75 mil reais para aquisição de equipamentos e material de apoio.

Além de Justiniano Netto, participou da assinatura do pacto contra o desmatamento o ex-prefeito de Paragominas e atual secretário Especial de Estado para Proteção e Desenvolvimento Social, Adnan Demachki, que compartilhou a experiência de Paragominas na busca pela sustentabilidade, ao firmar, em 2008, juntamente com a sociedade civil, o compromisso pelo desenvolvimento sustentável e implantar o Projeto Município Verde. “Uruará é hoje muito semelhante a Paragominas de anos atrás e tem todas as condições de prosseguir em busca dessa agenda”, disse Demachki.

Para o prefeito Everton Moreira, a presença do Estado, por meio dos secretários Justiniano Netto e Adnan Demachki, “mostra ao município qual o caminho certo a seguir e reforça que é preciso avançar na promoção do ordenamento e da regularização ambiental”.




Texto:
Raphael Pacheco
Fone: (91) 3219-3909 / (91) 9231-2497
Email: rpacheco.neto@gmail.com

Programa Municípios Verdes

Aeronave roubada em Juína não tinha seguro e dono tem dúvidas sobre sequestro.

Piovesan- Prefeito de Juara(MT)

















Aeronave roubada em Juína não tinha seguro e dono tem dúvidas sobre sequestro

   
 Aeronave roubada em Juína não tinha seguro e dono tem dúvidas sobre sequestro
O prefeito do município de Juara Edson Piovesan (PPS), dono da aeronave desaparecida há mais de 15 dias, e que segundo depoimento do funcionário, o piloto Paulo Cézar Bertocini, de 30 anos, teria sido seqüestrado juntamente com o aparelho e levado para a Bolívia, disse a Band FM Juína nesta quinta-feira (19) que quer um aprofundamento criterioso do caso, para apurar o que realmente aconteceu. “Eu espero que esse caso seja bem esclarecido, que existe muitas dúvidas nesse caso e a gente quer não distorce pra que tudo saia bem esclarecido, estamos torcendo para que as autoridades trabalhem firme encima, disso para que o caso se esclareça né”, ressaltou.

Sobre o fato do aparecimento, pelo menos do piloto já foi uma boa notícia. “A gente fica feliz por ele ter aparecido, como se diz – seja o que for o fato acontecido, mas é um incomodo a menos pra gente, que a gente fica incomodado, é a vida de um ser humano que está ali em jogo, e também a gente tem uma outra coisa que quer que esses fatos sejam na verdade esclarecidos, que nós precisamos de esclarecimentos né”, relatou. 

Por fim o prefeito ainda conclamou a população para que contribua. “A gente pede a algum ouvinte que tiver alguma informação que passe para a gente por que nos precisa desvendar esse caso”, conclui.

Segundo Piovesan, são muitos e diferentes os comentários sobre o caso. “Eu conversei um pouco com o Paulo antes de ontem as 8h da manhã, dizendo que estava junto com um taxista e usou o telefone emprestado para falar, já ontem ele me ligou de Cuiabá, e dizia que esteve na polícia onde deu depoimento e depois viria para Juína”.

O prefeito afirmou que achou chato perguntar ao piloto sobre o desaparecimento porque existem várias possibilidades. “A única coisa que ele me perguntou foi sobre, se eu teria acionado o seguro do avião, ele falou também que tinham batido o avião numa cerca e iam mexer na cauda do avião, então com certeza a aparelhagem dele ia dar sinal né”. Questionado pelo jornalismo da Band FM Juína sobre o seguro do avião Piovesan disse que o seguro estava vencido. “O seguro estava vencido, inclusive tava nas mãos dele e não foi pago o seguro não”, disse.


“Magrão” que também é piloto e amigo de Paulo Cézar, afirmou por telefone que acompanhou agentes da Polícia Civil e do Gefron até a divisa com a Bolívia, mas não puderam entrar em território estrangeiro devido a algumas regras. Os policiais da Bolívia o trouxeram até os policiais que seguiram de comboio até a capital Cuiabá. Segundo “Magrão” ele pouco conversou com Pium, e não chegou a entrar em detalhes com o amigo sobre o possível seqüestro.


Fonte: Cleber Batista da Band FM  

Sociedade e Ministério Público - Parceria.